O caminho até aqui não foi uma linha reta.
Sou o Fábio Daniel Correia — embora, publicamente, quase toda a gente me conheça simplesmente como Fábio Daniel.

Marco de Canaveses
Nasci e cresci em Marco de Canaveses. Cresci num contexto com muitas limitações, numa família muito presente e num lugar onde aquilo que imaginamos para o futuro é inevitavelmente influenciado por aquilo que vemos à nossa volta.
Durante muitos anos, estudar foi para mim a forma mais concreta de alargar esse horizonte. Não gosto particularmente de transformar a origem numa história de superação com princípio, problema e final feliz. A vida raramente funciona assim. Mas sei que aquilo de onde venho explica muito da minha relação com o trabalho, com a ambição, com a segurança e com a vontade de construir possibilidades que, em determinado momento, não pareciam óbvias.
Uma maneira de pensar antes de uma profissão.
Na Universidade do Minho, o meu percurso aproximou-me da investigação em qualidade e excelência organizacional. No Mestrado em Engenharia e Gestão da Qualidade, desenvolvi uma dissertação sobre excelência organizacional aplicada a pequenas e médias empresas.
Esse trabalho foi distinguido pelo Departamento de Produção e Sistemas da Escola de Engenharia como a Melhor Dissertação de Mestrado do ano letivo 2018/2019. Em março de 2020, fui convidado a apresentá-lo no Dia do Departamento de Produção e Sistemas.
Em 2019, apresentei também investigação em formato poster na MIT Portugal Annual Conference, nos Açores, com o trabalho Quality Assessment and Improvement Framework for Organizations in the Context of Digital Transformation: First Insights.
Desse período ficaram também publicações científicas, incluindo A new approach to organisational excellence for small and medium enterprises: the QOE-SME model, na Total Quality Management & Business Excellence, e Scanning for a Superior Skill Set, publicado na Quality Progress da ASQ.
Parte desse percurso académico aparece online sob o nome Fábio Daniel Vieira Correia. É a mesma pessoa.
Os problemas mudaram. A curiosidade ficou.
Depois da universidade, troquei progressivamente os modelos académicos por problemas dentro de organizações. O percurso levou-me pela Super Bock Group, Procter & Gamble, Glovo e Farfetch, em contextos bastante diferentes e entre áreas como marketing, vendas, e-commerce, operações e transformação de negócio.
Mudei de indústria, de função e de tipo de problema várias vezes. E foi talvez aí que comecei a perceber que aquilo que mais me interessava nunca eram apenas as marcas, os processos ou os números. Era perceber porque é que as pessoas tomam determinadas decisões, porque é que bons sistemas produzem maus comportamentos e porque é que algumas organizações conseguem mudar e outras passam anos a dizer que estão a mudar.
Ser conhecido por uma pequena parte da história.
Entretanto, comecei também a escrever e a participar mais publicamente em conversas sobre trabalho, pessoas e organizações. Em 2024, participei em Pessoas que Contam, com o Doutor Finanças. Em junho de 2025, fui colocado em 6.º lugar entre os 100 profissionais mais visíveis em Marketing & Sales em Portugal no LinkedIn, num ranking baseado em dados da Favikon e divulgado pela StoryMatters.
Poucos meses depois aconteceu algo completamente diferente. Em setembro de 2025 entrei no Secret Story 9, da TVI, e decidi sair menos de 24 horas depois. Foi uma passagem muito curta. Tornou-se, apesar disso, uma das partes mais visíveis e pesquisáveis da minha vida.
Interessa-me sobretudo aquilo que veio com essa experiência: perceber como somos transformados numa personagem pública, como desconhecidos constroem uma versão de nós e como um único acontecimento pode começar a ocupar mais espaço do que anos inteiros de uma vida.
Acrescentar, em vez de substituir.
Hoje continuo a gostar de negócios, marcas, estratégia, sistemas e de perceber porque é que algumas abordagens funcionam e outras não. Quero também continuar a escrever, conversar, explorar formatos de media e envolver-me em projetos profissionais, editoriais, institucionais ou de interesse público.
Não vejo o meu percurso como uma sequência de identidades que fui abandonando. Vejo-o como uma acumulação de experiências, competências e maneiras diferentes de olhar para os problemas.
Há contextos que exigem fronteiras e escolhas claras. Levo isso a sério. O que não quero é assumir que uma dimensão tem de desaparecer apenas porque outra começou a existir.
Quero continuar a construir assim: com profundidade em cada contexto e liberdade para continuar curioso sobre outros.
Ver o que quero fazer a seguir →